sábado, 28 de agosto de 2010

Primeiro dia do 3º Festival Goma





Waldi & Redson cheirando o pó da estrada...


por @karlamfonseca :

(Waldi - pistoleiro do Canedo - Bang Bang!)



por Folhetim Baticum:

(Waldi & Redson + banda)




por @megalozebu :

(Waldi & Redson ensaindo, no camarim, o cover de "Ratoeira do Amor" - de Leo Canhoto & Robertinho):

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Waldi & Redson no Festival Goma (Uberlândia)!

Aô Berlândia do meu coração!
Que felicidade saber que amanhã
estarei aí!





26/08/10, quinta-feira
Local: Espaço Goma
Av. Floriano Peixoto, 12, Centro

01h00 LABORATÓRIO JACK (MG)
00h00 SUPER STEREO SURF (DF)
23h00 WALDI E REDSON (MG/GO)
22h00 DOM CAPAZ (MG)
21h00 LUFORDI (MT)
Abertura da casa: 20h


mais informações aqui ó: http://www.festivalgoma.com/

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Diego e O Sindicato na Feira da Música, em Fortaleza

Essa semana termina na praia.
O Sindicato, na Feira da Música, em Fortaleza.
Bão dimais da conta, sô!

Muita atração foda na mostra de música independente,
entre elas as conceituadas:

Autoramas (RJ), Cabruêra (PB), Canastra (RJ), The Dead Rocks (SP), Emicida (SP), Mini Box Lunar (AP), Orquestra Popular de Recife (PE),
etc.

Aqui o link com as bandas selecionadas:


http://www.feiradamusica.com.br/programacao/mostra-de-musica-independent/bandas-selecionadas-mostra-de-musica-independente-edicao-2010/




Lá no site tem esse texto sobre a gente:

Diego de Moraes e o Sindicato (GO)

Desde 2007 juntos, Diego de Moraes e O Sindicato firmaram-se como um dos mais criativos grupos da cena independente através de uma rica mistura de sons. Em 2010, o grupo prepara o lançamento do seu primeiro disco, intitulado “Parte de nós”, que conta com a participação de Astronauta Pingüim nos teclados.



Felicidade
no meio da correria doida...

ensaios com o Sindicato
e gravação do Pó de Ser;

além do desespero de reta final de mestrado.


"Caminhando e cantando
e seguindo a canção!!!!"

domingo, 15 de agosto de 2010

Onde é que está meu rock’n’roll?


PRÓLOGO

A rainha do rock-brazuca, a mutante Rita Lee (tradução de Sampa, pro mano CaRetano ), tocará no próximo sábado (21) num palco goianiense – no mesmo dia que completará 21 anos em que Raul Seixas “vive EM sua obra”. Diante desse fato convergente de dois mitos, eu (“Raul do Cerrado”, segundo o bebum da esquina, e “Neo-tropicalista”, segundo a revista Rolling Stone) decidi, daqui do meu pontinho-de-vista, escrever a istória (com i mesmo – vide Millôr Fernandes) a seguir:

CRÔNICA

Três personagens: um emo, um indie e um raulseixista.
1 – O emo é, segundo alguns, um dos modismos dominantes, na época do Febeapá cibernético-contemporâneo. O esnobismo emo se sustenta na pose (caras, bocas e franjas) de quem se sente o mais “muderno” do momento. Dizem que todo emo nega ser emo. Agora é From UK? Entre tantos, no fim, o emo parece ser o “mêmo” de sempre, com outra embalagem.
2 – O indie tupiniquim é, no geral, uma tribo social anti-social, típica dos filhos das classes abastadas, que negam tudo o que cheira a “popular”. Assim, manifesta-se como uma variação do espírito aristocrático (autocrático), uma espécie inserida no que Euclides chamou de “civilização de copistas”.
3 – Já o raulseixista simboliza um conservadorismo roqueiro idealizador do passado, um “saudosismo do não-vivido” hostil a toda novidade-pop. Às vezes o raulseixismo é anti-Raulzito (assim como a coisa mais anti-dialética/marxista foi o stalinismo), por não ser uma “metamorfose ambulante” iconoclasta.
Em uma metrópole provinciana, como a nossa bela Goiânia, é muito comum encontrar todos esses tipos sociais neofascistas perambulando por aí, pelos bares da vida.
Imagine um (des)encontro dos três-tigres-tristes...
O emo (fenômeno social “dado”) passa balançando seu dadinho de pelúcia. O indie, com sua cara-de-bunda, escuta, no seu foninho/mundinho, qualquer coisa que a gente desconhece, pra se afastar o máximo possível da “realidade decadente”. O raulseixista, com camisa do Pink Floyd, toma pingorante e pensa o quanto o passado (antes dele nascer) era melhor.
Os três caras se encaram. O emotivo se esquiva com o olhar. O indie-ota com seu olhar superior, por cima do óculos. O raul-chiita dá outro gole na catuaba-com-coca e arrota.
Logo, não há dialogo.
Onde Rita Lee entra na istória? Ora, o emo não quer saber dela, pois não é a última-nova-novidade bombando na net. O indie diz “prefiro Arnaldo”, mas já começa a esquecer o Lóki que caiu, um pouco mais, nas graças do público, ultimamente. O raulseixista cospe frases prontas do tipo “Rita é uma vendida”.
Cada um segue seu caminho-inho-inhozinho.
Enquanto a debochada Lee (en)canta “O que foi que aconteceu com a música popular brasileira?” e o genial Raul na atual “A verdade sobre a nostalgia” dizia “tudo quanto é velho eles botam pra eu ouvir”, penso e digo: “nem toda novidade é o novo, meu povo!”

MORAL DA ISTÓRIA

Não tem moral nessa istória, mas só a busca do equilíbrio aristotélico (tão fora de moda nos círculos “pós-modernos”)... nem dogma da nostalgia; nem apologia cega da novidade.
EPÍLOGO

“Tudo/ que/ li/ me/ irrita/ quando/ ouço/ Rita/ Lee” (Paulo Leminski).




Notas:
1- Título vem de música do rei-lóki, Arnaldão Baptista
2- CaRetano: Apelido do “bai-huno” tropical, dado pelo Lobão
3- Febeapá: Festival de Besteira que Assola o País (no vocabulário de Stanislaw Ponte Preta, nos anos 60)



Publicada no jornal Diário da Manhã, 15/08/2010:

http://www.dmdigital.com.br/index.php?edicao=8313&contpag=1

domingo, 8 de agosto de 2010

Crônica nº 2

quando bêbado, vôo mito1


Meia noite e quatro e ele ali... um qualquer concentrado na sinuca, em uma segunda qualquer de um dia qualquer. Aproveita o seguro desemprego e a liberdade da solidão, sem saber se seu caso é angústia, tédio ou depressão.

Sempre tem alguém faturando com a solidão de um ninguém num bar”, pensa ao olhar o olhar distante da senhora na mesa ao lado. Entre um gole de cerveja e outra tacada, conjectura sobre a vida:

  • A sinuca é a arte da exatidão, um poema concreto. A vida é inexata; porém, assim como a sinuca, é um jogo em que também se deve contar com a sorte, com o imprevisto e com o erro do outro. Sabe qual é o “segredo do sucesso”? O fracasso de alguém. Essa é a jogada. O Fred 04 já matou a charada: “Ou você explora o próximo ou o próximo será você”.

Após outra derrota (pro brother de sinuca) sai tranqüilo, acostumado com o fracasso. Vai prum hotel vagabundo, esperar o dia amanhecer – nesssa hora da madruga, já não há mais ônibus. Não há mais nada, aliás. Outra data já chegou e o dia ainda não amanheceu. Já é o futuro e parece que nada mudou. Será que o po(RR)eta Leminski (bandido que sabia latim) estava certo com seus versos: “apenas o mesmo OVO de sempre/ chocando o mesmo NOVO”? Ou fico com o filósofo Vieira Pinto: “O novo de cada dia só se torna visível algum dia”? Não há tempo pra pensar, aqui.

Há sono. Antes de desmaiar naquela cama (“usada” horas antes por um respeitado empresário da cidade e seu garoto), mija e olha (o que vêem) o que resta de si, no espelho. Lembra-se de trechos de duas músicas, ao ver-se, NÚ, no silêncio: “O espelho é o retrato que nunca mente” (Zé Rodrix). “O banheiro é a igreja de todos os bêbados” (Cazuza).

Dorme. O sol nasce. Acorda e se pergunta a banalizada questão existencialista, cantada por uma dupla sertaneja “ONCOTÔ?”. Não sei, mas deve achar o sentido. O sentido pra casa. Caminha até o ponto e o ônibus o pega.

O estômago se embrulha. Vomitar? “Não posso”. Segure. “Vou vomitar”. Não pode. “Aqui no ônibus não posso”, pensa.

Ao redor da tragédia do inútil: vários seres (senhores e senhoras, úteis utensílios) vivem suas tragédias particulares, determinadas socialmente. No ônibus (espaço social sem sociabilidade) cada ser, suando, na sua. Ninguém se pergunta a velha “Pronde vou?”. Só pensam em chegar logo, resolver logo pra, logo, voltar logo. Esse é um logos dominante: acordar com vontade de dormir, ir com vontade de voltar.

Vontade de vomitar. Nojo. Porém não pode. Outros no ônibus com outros nojos – do tarado que se esfrega, do pedinte bebum, da vida morimbunda e, principalmente, do próprio fato do trabalhador ser tratado pior que gado.

Nosso protagonista puxa a cordinha. Desce desesperado. “Não aqui na avenida comercial”. Caminha segurando a explosão gósmica.

Cheguei na rua da minha casa!”. Aqui? Menos ainda, meu caro. “Meus visinhos não podem assistir minha decadência em plena terça”. Isso! Cê não é mais criança! E assim, olhando o olhar alheio, sentindo o inferno do big-brother na pele, carregando todo o sofrimento humano no estômago e à beira do “splach!”, ele sobe a rua. Repressão civilizacional até o último momento.

Gostinho de vômito já aponta na boca. Destranca o portão. Vomita no alpendre de sua casa.

Enfim, a liberdade do lar, doce lar.


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1 O Título vem do poema (inédito) “Volátil” de Pio Vargas :


“Quando bêbado, vôo

mito

nas asas

de um bu-

teco-teco.”



Nota: Um grande abraço ao escritor Luiz Sampaio, aos produtores Juliana Marra e Kaio Bruno e ao professor João Alberto, por se manifestaram sobre a "Crônica do Criolo Doido", da semana passada! O incentivo à iniciativa é sempre bem-vindo!




Escoliose Crônica

(publicado no jornal Diário da Manhã, em 08 do 08 de 2010):

http://www.dmdigital.com.br/index.php?edicao=8306&contpag=1


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Amigo Irracional

na música "Leão" eu cantava um verso em que dizia:
"MAS sempre tem um MAS para estragar"

hoje venho pensando muito
em ressaltar que
"sempre tem o MAIS"
também
- o lado bão da vida.

sem perder o ponto de vista dialético,
é sempre bom ver o lado "positivo".

não se trata de ler o Augusto Cury,
e sim de ter uma "perspectiva global" (fora de moda, pros pós-modernos)
ainda fundamental.

Ok.

MAS tô falando do MAIS

por causa das coletâneas da

"MAIS SOMA"
e do
"MAIS UM DISCOS" ...

sobre isso

ontem o Higor Coutinho publicou esse post aí

sobre essa inclusão de minhas músicas nas coletâneas


O link: http://goianiarocknews.blogspot.com/2010/08/amigo-irracional.html

O texto:

Amigo Irracional

.
.
A música do Diego de Moraes, o bardo punk radiografado recentemente numa matéria minha para a revista +SOMA, se dividiu e atravessou o atlântico, figurando tanto na coletânea londrina da Mais Um Discos (ao lado de Otto, Graveola e o Lixo Polifônico, Eddie e Mini-Box Lunar) com a faixa “Amigo”, quanto na coleta da própria +SOMA (+SOMA Amplifica), engrossando o combio de Karina Burh, Tulipa Ruiz, Walverdes e A Banda de Joseph Tourton, entre outros, com a música “Animal Irracional”. Siga a :




Mais Um Discos:


Diego de Moraes e O Sindicato "Amigo" (Goias)

A perky folk jolly that morphs into Tropicália--thrash frenzy, ‘Amigo’ is the perfect example of Diego & the Sindicate’s schizophrenic reggae-folk-. The version below was filmed at the Goiana Noise Festival in 2009 and features addedmoog-noodling (moogling?) from Astronauta Pinguim, the self-titled ‘moog man from ’.




+SOMA Amplifica:

Animal Irracional – Diego e O Sindicato

Autoria . Diego de Morais
Banda . Diego de Morais, Anderson Maia, Eduardo Kolody, Gabril Cruz, Chelo e Rogério Pafa.

Diego e O Sindicato vem se destacando no cenário musical independente, com sua musicalidade marcada pelo hibridismo entre o rock e a música brasileira e por suas letras ácidas. A banda já participou de festivais importantes pelo Brasil, como Goiânia Noise, Jambolada, Varadouro, Calango e a Virada Cultural.

Sobre a música: É um rock que contou com a participação especial do tecladista Astronauta Pinguim. A letra fala da luta de um sujeito que conclui ser apenas um animal irracional.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Diego & the Sindicate

Amigo
pros friends
nesse link here:

http://maisumdiscos.net/artists/tropicalia/



Diego de Moraes e O Sindicato ‘Amigo’ (Goias)
A perky folk jolly that morphs into Tropicália-reggae-thrash
frenzy, ‘Amigo’ is the perfect example of Diego & the Sindicate’s schizophrenic reggae-folk-rock. The version below was filmed at the Goiana Noise Festival in 2009 and features addedmoog-noodling (moogling?) from Astronauta Pinguim, the self-titled ‘moog man from Brasil’.


domingo, 1 de agosto de 2010

crônica 1

A partir de hoje
todo domingo o Dm Revista publicará
uma crônica minha.

Extréio com essa bagaça aqui:



Crônica do criolo doido:
Stanislaw,padre Peclat e eu.



Olá leitor amigo (a). Sou o Dieguito “de Goiais” – cantor, compositor, professor, contador de lorota, chargista e eticétara e tal. Enfim, uma espécie de “servente”. Tento enfrentar e servir a qualquer empreitada que pintar. Um “pau pra toda obra” a seu dispor...

Fred Leão (do DM) me pediu uma crônica. Muito feliz, e desesperado simultâneamente, com a encomenda, matutei vários temas pra crônica (gênero totalmente “perna aberta” que transita entre jornalismo e literatura). Pro pontapé inicial, decidi falar de minha devoção a um dos maiores cronistas desse país – o humorista Stanislaw Ponte Preta (alter ego de Sérgio Porto).

Tornei-me um leitor obsessivo desse camarada no “antigo” ginásio (jesuis tô ficando véi!) na saudosa Escola São Francisco de Assis, em Senador Canedo. A irmã Sueli passou uma coletânea do Stanislaw, que fez minha cabeça. Barato do bom, sem contra-indicação!

Durante o recreio, quando eu não tava atuando enquanto “gandula” e nem observando as meninas com minha mente onanista (só observando pois na época, eu, eleito “o cara mais feio da escola”, ainda não era um “galã” do rock nacional - hehe), dava uma de rato de biblioteca.

Ali lia o lalau. Histórias hilárias injetavam ironia na minha mente pueril. Eu, que era só um leitor do Pentateuco, começava a me especializar no “jeitinho brazuca” de levar (n)a vida.

Stanislaw marcou o linguajar do povo (como ao chamar a TV de “máquina de fazer doido”), compôs o Samba do Criolo Doido (tem no youtube!) e unindo piada com reflexão,no pós-golpe de 64, ironizou aquela situação kafkiana, com maestria, ao apresentar o Festival de besteira que Assola o País (o Febeapá). Aspas pro gênio:

“É difícil ao historiador precisar o dia em que o Festival de Besteira começou a assolar o País. Pouco depois da ‘redentora’, cocorocas de diversas classes sociais e algumas autoridades que geralmente se dizem ‘otoridades’, sentindo a oportunidade de aparecer, já que a ‘redentora’, entre outras coisas, incentivou a política do dedurismo (corruptela do dedo-durismo, isto é, a arte de apontar com o dedo um colega, um vizinho, o próximo enfim, como corrupto ou subversivo – alguns apontavam dois dedos duros, para ambas as coisas), iniciaram essa feia prática, advindo daí cada besteira que eu vou te contar.”

Daí segue uma seqüência de casos esdrúxulos como o do DOPS invadir o Teatro Municipal de Sampa na estréia da peça Electra, para prender o “subversivo” Sófocles, falecido em 406 a.C.

Entre os vários casos do Febeapá me surpreendi ao ler sobre o padre Peclat de Senador Canedo na crônica Deu mãozinha no milagre – que une Lalau, Peclat e eu.

Pois moro na rua Pe. Peclat, no lote que mamãe comprou das mãos do próprio padre “santo do pau oco” que fez a santa chorar e que, segundo as más línguas, aprontava debaixo da batina, iniciando sexualmente muitos garotos. De batina preta ele vendia lotes num casarão em frente a igreja, onde moravam as chamadas “mulheres do padre” (entre elas, uma apelidada Maria Perereca) – mas isso não entrou no texto do Ponte Preta.

Stanislaw se ligava no que acontecia pelo país. Imagina o que ele aprontaria na “era do twitter”!

E pensar que conheci Stanislaw em uma escola de freiras... e hoje, sambo feito um Criolo doido vendo a continuidade do Febeapá nesse ano eleitoral.