quinta-feira, 17 de setembro de 2009

I BELIEVE (Carlos Brandão)


Brandão é um poeta,
poeta e "estrela"
embora ele discorde que "letra de música" seja "poesia".
Não interessa o que ele acha ou deixa de achar, sobre isso...
o que interessa é que ele é um poeta, meu chapa.
mais pela vida do que pela obra.
Até porque a obra dele está espalhada por aí.
Seus fins são re-começos.
Seus versos enriquecem melodias.
Sua vida ilumina estradas.
É como diz o Chacal:
"Um poeta não se faz com versos"
Continue a brilhar, meu véio!
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E hoje estréia o espetáculo "I BELIEVE" , com Pablo Angelino (do grupo Teatro Ritual). Fiquei emocionado quando o Brandson leu pra mim esse poema pela primeira vez!
Vai aí a informação:


Dia:17 ( Quinta). Ás 21:00h, no Teatro Goiania Ouro
R$ 14,00 inteira e R$ 7,00 meia

I Believe é o poema de quatro faces de Carlos Brandão, em seus versos estão sua infância, juventude, velhice e por ultimo aquela que é a junção de todas as fases: o homem inteiro. Uma “Poesia Simples”, este é o território deste espetáculo, explorando a simplicidade e a força das palavras...Um lance natural, como pisar no capim molhado descalço numa manhã de sábado, tomar banho de rio ou ler Manoel de Barros na rede.


Informações: 3524-2541/2542

www.goianiaouro.com



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Aqui vai uma aula de composição (se é que existe "aula" disso)...
Brandão e Gustavim Veiga parindo uma nova canção, no mês passado:



A pérola, batizada de Dois Universos, foi feita para as filhas de Brandão e para o Gustavinho (filho do "menino metido a valente", Gustavo Veiga).
Lindo!
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Vai aí o poema do Chacal:



Um poeta não se faz com versos (Chacal)

o poeta se faz do sabor
de se saber poeta
de não ter direito a outro ofício
de se achar de real utilidade pública
no cumprimento de sua missão sobre a terra
escrevendo tocando criando


o que pesa é não se achar louco
patético quixote inútil
como quem fala sozinho
como quem luta sozinho


o que pesa é ter que criar
não a palavra
mas a estrutura onde ela ressoe
não o versinho lindo
mas o jeitinho dele ser lido por você
não o panfleto
mas o jeito de distribuir


quanto a você meu camarada
que à noite verseja pra de dia
cumprir seu dever como água parada
fica aqui uma sugestão:
-se engaveta junto com seus sonetos
porque muito sangue vai rolar e não
fica bem você manchar tão imaculadas páginas.


In: CHACAL, Belvedere. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p.223-224.

Um comentário:

Espaço Poético disse...

Diego, amei cara, são dois ídolos que a gente tem perto (Brandão e Veiga).
Grandes artistas internacionais..

Abraço.