terça-feira, 15 de setembro de 2009

enfim

O que gasta seu tempo
com nada, pois tudo quer

O que se perde
perde tempo, nada
contra a maré

O que para adiantar-se ao tempo
perde tempo e parece que
não adianta (mas se adianta)
cai de cabeça- cai dentro
na trajetória que descamba na trajédia do louco
e adiante vontade de cair fora
depois de tudo isso e mais um pouco
Insiste no desperdício do efêmero: agora
O que não faz por onde, mas faz-se quando
(...)
quando?
O que perde sua vida
e ganha,
ultrapassa à morte
Sobrevive ao fim
ganha o tempo, assim
Um Poeta,
enfim

Um comentário:

Juliana disse...

"O que não faz por onde, mas faz-se quando"

Chronos... esse deus velho e rabugento que nos devora a todos, indistintamente.

(Em breve voltaremos a falar sobre ele, hehe...)