por ocasião do 'dia dos namorados']
domingo, 12 de junho de 2011
ela é minha menina
por ocasião do 'dia dos namorados']
quarta-feira, 8 de junho de 2011
AVERIGUAÇÕES
domingo, 5 de junho de 2011
Poesia e música na ponte entre a cidade de Goiás e Itaberaí
quarta-feira, 1 de junho de 2011
com a banda Gloom no lançamento da Construtora
No Rock NO Niemeyer
cantei com eles a música "Ah Tempo",
que escrevi há algum tempo com a Niela
e ressuscitamos naqueles shows do "Sindigloom" ( http://www.youtube.com/watch?v=NO6O_2m7_UY ).
O @eduardoinimigo comentou ó:
http://ogritodoinimigo.com/?p=991
Joguei fotos desse momento lá no flickr:
http://www.flickr.com/photos/diegodemoraes/sets/72157626731579269/
"São... quantos nessa CONSTRUÇÃO"?
;)
segunda-feira, 30 de maio de 2011
:>) RT @oblogdalista Fica, vai ter música legal
:>) RT @oblogdalista Fica, vai ter música legal : http://oblogdalista.com/2011/05/27/fica-vai-ter-musica-legal/ (por @fredleao )...
2. Camilla Faustino
3. Cerrado Jazz Trio
4. Chapéu de Paia
5. Cláudia Vieira
6. Cristiane Perné
7. Diego de Moraes e o Sindicato
8. Fina Flor de Goiás
9. Gloom
10. Hellbenderes
11. Ivo Mamona e MC Dyscreto
12. Larissa Moura
13. Marcos Biancardini
14. Passarinhos do Cerrado
15. Ricardo Leão
16. Rudi Berger
17. Violins
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Projeto Mascate na Cidade de Goiás!
domingo, 22 de maio de 2011
amanda gurgel, "por uma vida melhor" e internet
domingo, 15 de maio de 2011
Na “Cela de aula”
domingo, 8 de maio de 2011
O jardim de minha mãe
[publicado no Diário da Manhã]
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Fernando Simplista na estréia do 'Projeto Mascate: Poesia & Música' em Itaberaí!

domingo, 1 de maio de 2011
Peregrino da canção

Como eu ia dizendo na semana retrasada, a figura do mascate, o vendedor-andarilho que leva um punhado de mercadorias na mala pela estrada afora, se parece um bocado comigo e eu não vou “tão” sozinho. Não que eu seja turco, apesar desse nariz um tanto quanto avantajado, mas carrego nas minhas costas: diferentes bugigangas, diga-se de passagem. Como havia combinado (e pra não perder o fio da meada), hoje meu propósito é discorrer um pouco sobre meu caminho[1], levando, pra cima e pra baixo, variados produtos dentro da mala, como música e poesia.
Ainda na crônica passada, contei sobre a banda aqui do Canedo em que toquei bateria, a Nóia Catódica. Graças a ela, conheci o Fernando Simplista, com o qual fundaria, juntamente com o “cretino” Erick Reis, a banda Leigos (daí meu e-mail - diegoleigo@gmail.com -, hein?). Juntos éramos felizes, e sabíamos, e ouvíamos...Beatles, com suas belas melodias carregadas de vogais. Fernando foi uma ponte que me ligou do punk à música brasileira. Mesmo leigo, eu já rascunhava, nas paredes do meu quarto, minhas primeiras musiquinhas. Assim, iria das baquetas para as palhetas. E, para cantar minhas letras-paranóias-idéias, me servia do violão como companheiro. Nesse primeiro momento, por volta de 2004, a música era apenas um pretexto para o texto. A toada da minha música, nessa altura do campeonato, tinha o sentido de “desabafo” – e era isso que apresentava nos primeiros festivais nos quais dei a cara a tapa. Dentre as maiores surpresas destes festivais posso citar a amizade com Kleuber Garcêz, outro “vendedor de sonhos”, com o qual passei de concorrente para parceiro musical. Um certo tempo depois , saí da condição de “trovador solitário” e me desmembrei em 3 bandas, das quais participo atualmente (por onde cronológica): Diego e O Sindicato, Waldi & Redson e Pó de Ser. E a música tornou-se “parte de nós”.
Com a chegada da idade, passo a compreender um tiquim mais da fabulosa fábrica da canção – daí estou falando dos elos entre letra e melodia. Ao contrário de outrora, hoje penso que não é tão somente o que digo o que interessa, mas também o jeito de dizer. É o tal negócio: forma e conteúdo. “Há quem diga que eu dormi de toca” e que letra de música não é poesia. Sem querer me estender nesse tópico utópico, penso que não são raros os casos de poetas que buscaram na música um outro suporte para suas palavras – vide Vinícius, Torquato, Waly, Leminski, Capinam, Pio Vargas e por aí vai. E por aí vou. E vamos nessa, vamos lá!
http://www.youtube.com/watch?v=AvLj72apGLI

[publicado no jornal Diário da Manhã]
[1] Obrigado a Ksnirbaks e Kleuber Garcêz por revisar minha visão, na crônica de hoje.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Pó de Ser na Praça do Trabalhador!!!!

quinta-feira, 28 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Dia 27/04: DIEGO & O SINDICATO na PUC Goiás!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Nos trilhos sonoros de Sérgio Sampaio
Mamãe varria a casa cantarolando a marcha-rancho “Eu quero é botar meu bloco na rua”, sem saber quem era o compositor. Aqueles versos adentravam meu inconsciente de menino em um Senador Canedo sem internet, que me obrigava a ligar as pontas por conta própria. Na adolescência, encontro, numa antiga revista Bizz, no canto de uma matéria sobre o Raul Seixas, uma nota sobre “um tal” de Sérgio Sampaio, e descubro que ele é o autor daquela melodia que mamãe cantarolava. Guardo o nome e sigo. Um dia, vasculhando sons, num sebo no centro da nossa capital, esse “bicho urbano-rural” chamado Goiânia, encontro um cd que sangrava o bendito nome na capa. Era um disco clássico da MPB, relançado em cd, no início do século XXI, sob a supervisão do (ex)”titã” Charles Garvin. Sem pensar duas vezes, gasto meus trocados, sem poder, e volto pra casa feliz da vida, me sacudindo no Eixo “diabo velho”.
“Eu quero é botar meu bloco na rua”, álbum lançado pela Phillips, em 1973, foi um estrondoso sucesso de vendas, graças à repercussão da faixa título, que se destacou no VII Festival Internacional da Canção, e projetou a persona enigmática de Sérgio Sampaio, na história da música brasileira — sendo, depois, tachado com a alcunha de “maldito” ou “marginal”. “Maldito vírgula”, levanta o dedo Itamar Assumpção! O sucesso do “Bloco” permanece, agradando a gregos e troianos e divulgando esse gênio, “poeta do riso e da dor”, que completaria 64 anos, no último dia 13, se uma pancreatite não o tivesse levado, assim como levou Leminski.
Depois de me embriagar por cada detalhe desse álbum, vasculhei o restante da discografia de Sampaio e, entre o pirado “Sociedade Da Grã-Ordem Kavernista” (1971) e o póstumo “Cruel”(2006), encontro o último disco que ele lançou em vida, “Sinceramente” (1982), afirmando que “não há nada mais bonito do que ser independente”. Cada canção, uma pérola. O conjunto da obra é de arrepiar, mas considero o “Bloco”, o mais bem gravado, graças à aula de produção dada por Raulzito Seixas, que também foi levado por uma pancreatite.
Entre as faixas desse disco que tiveram mais destaque radiofônico, está a canção “Viajei de trem”, com seus versos angustiados e sintomáticos de um período histórico obscuro, lastimando: “minha lucidez nem me trouxe o futuro”. Sérgio dizia que só incluiu essa música no repertório do LP por insistência de Raulzito, que se entusiasmava com ela. Daí, fico aqui, pensando com meus botões: será que essa música não inspirou Raul a fazer o “Trem das 7”? Pensa comigo. Ambas são construídas em um dedilhado enquanto base para uma poesia psicodélica que destaca a imagem metafórica da ferrovia. Será? “Viajei”? Acho que não. Os compositores se influenciam. Por exemplo, aí no título desse texto faço um intertexto com a expressão “trilhos sonoros”, que batiza uma das canções do meu amigo Kleuber Garcêz (meu parceiro na banda Pó de Ser), canção que foi inspirada em um verso de Juraildes da Cruz. É assim... Uma canção gera outra. Mamãe viajou de trem e eu viajei na canção.
Wander Wildner nos trilhos do coração
“Viajei de trem” é reinterpretada por Wanderley Luis Wildner (o conhecido “punk brega” Wander Wildner) em seu novo disco, “Caminando Y Cantando”, lançado no fim do ano passado. Além de Sérgio Sampaio, ele também recria, com seu vocal rasgado, a “À Palo Seco” de Belchior, evidenciando sua paixão pela música setentista. O single “Boas Notícias”, de seu amigo Gustavo Kaly, se encaixou como uma luva no espírito desse álbum, “on the road”, em que o romântico Wildner, com a pegada forte do violão de aço, se apresenta como um intérprete de personalidade. Para embarcar nessa viagem sonora que cheira à estrada, acesse: http://www.myspace.com/wanderwildner
“As ruas marchando invadiam o meu tempo”.









