No Diário da Manhã dia 18 de maio de 2009. Por Caio Henrique Salgado:
Gravação de EP no Segunda Aberta O cantor, compositor, poeta e músico Diego de Moraes, uma das mentes mais criativas e incansáveis da música em Goiás, leva mais um de seus projetos ao palco do Segunda Aberta do Goiânia Ouro. Assumindo o nome Waldi, Diego se juntou ao velho companheiro Chelo (Redson) e os dois decidiram formar uma dupla. Waldi e Redson aproveitam a ocasião para gravar o primeiro EP, intitulado Minha vida empazinada. O som feito pelos dois é uma mistura bem-humorada de música caipira e o costumeiro rock and roll, com o qual eles se estabeleceram na cena de música independente local. A apresentação está marcada para as 20h. Os ingressos custam R$ 5.
Depois escrevo sobre o belo show do Minadágua, que assisti ontem. Depois escrevo sobre as "trêtas" da semana passada. Depois escrevo sobre nossa experiência no Bananada 2009, tá?
enquanto isso alguém já jogou o "Sobrevivo" no youtube:
Agora vou ali correndo no auditório da Facomb, pois, às 14 horas, a Prof. Doutora Olga Sodré (Sorbonne/PUC-RJ) fará uma palestra sobre a trajetória política e intelectual do pai dela, o Historiador Nelson Werneck Sodré, enfatizando o seu vínculo com o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB) no período 1956 - 1964. Título da palestra: Nelson Werneck Sodré e o ISEB.
Sempre repeti que os adversários e inimigos, quando os há, é que nos definem, é que marcam o nosso perfil, assinalam a nossa posição. Orgulho-me de ter tido, assim, tais adversários. Eles me definiram, pelo contraste. (Nelson Werneck Sodré no livro "História da História Nova", pág. 11)
O brother Túlio Moreira postou hoje no blog dele um texto sobre Pio Vargas, referente a uma reportagem publicada no Jornal Opção de 24 a 30 de maio de 2009.
Copio aqui um trecho da matéria que consta depoimento do Brandão, fala da admiração de Pio por Leminski e de minha admiração por Pio:
Pio era um leitor voraz e pioneiro. Apresentava livros de diversos autores, como o curitibano Leminski, a seus amigos. Conseguia discutir sobre literatura nacional e internacional, clássica e contemporânea. “O Pio gastava todo seu salário comprando livros, mas não mantinha pose de intelectual”, revela Brandão. O poeta era admirador da obra de Leminski, divulgava os livros do curitibano em Goiás e chegou a ser apontado por ele como um de seus sucessores na produção de poesia explosiva e irreverente.
“Já não saio por aí a devorar compromissos, tomei posse no governo de mi mesmo e derrotei os meus omissos.”
Brandão conta, entusiasmado, que os jovens estão descobrindo a obra do poeta goiano. “Sempre encontro o Diego de Moraes e a gente conversa sobre os poemas do Pio”, diz. Cantor e compositor, Diego de Moraes, de 23 anos, ficou atônito depois de ter tido contato com o legado de Pio, a ponto de comprar todos os livros do poeta que eram oferecidos na Internet. Devorou “Anatomia do Gesto” (1989) e “Os Novelos do Acaso & O Ofício de Afagar Efêmeros” (1991) e agora está atrás dos livretos das edições Divagar e Sempre e PN (Porranenhuma). Pio utilizava edições xerocadas para divulgar sua poesia e de novos autores do estado. O cantor já usa a expressão “arre-Pio”, criada por Brandão, para se referir ao poeta. “Para mim, ele é mais que um ‘poeta goiano’. É um poeta universal. Sinto inquietações filosóficas em sua poesia”, sintetiza Diego.
Lá vai Zé Grande Zé esperança de óculos e agora, José? vai todos iremos e Zé vai vai no Zepelin Vai o homem mas fica nas palavras, na espontaneidade de suas atitudes fica na sua arte
fica o som e "o silêncio das línguas cansadas"
E na vitrola toca:
Eu não sei dizer Nada por dizer Então eu escuto Se você disser Tudo o que quiser Então eu escuto Fala
E a esperança de óculos fala no seu sintetizador sintetiza a dor e a alegria de viver no limiar do instante e doidin por um pianin toca lá na cidade com sua eletrobanda que deixou as outras no roncó
Zé, brigadão por me lembrar a tempo que hoje ainda é dia de rock
brigado, Zé.
Ama teu vizinho como a ti mesmo Compositores: Sá / Zé Rodrix
Ama teu vizinho como a ti mesmo, Mesmo que ele faça barulho, Mesmo que ele acorde as crianças de madrugada, Ele também gosta de silêncio e paz, Ele também quer sossego, Mas acontece que ele vive num horário diferente do teu!
Ama teu vizinho como a ti mesmo, Mesmo que ele seja moço, Mesmo que ele viva a vida que você não pode, Ele também sabe que ficar sozinho é uma necessidade, Naquelas horas que se chega em casa com a cabeça quente!
Ama teu vizinho como a ti mesmo, Mesmo que ele não precise, Mesmo que ele seja um grilo na comunidade!
Gravação (ao vivo) do EP - Minha vida empanzinada dia 18 de maio (segunda-feira) 20 horas 5$ goiânia ouro
Resenha: Dois garotos que se conheceram desde barrigudinhos nas redondezas de Gurinhatã. Cantarolavam a madrugada toda duelando com as gaivotas e caçando onça pintada. Waldi nasceu em Senador Canedo, filho dos melhores caçadores da redondeza, sempre conviveu com armas e muito sangue. Redson quando garoto era sozinho. Gostava mesmo era de brincar sozinho com fogo no meio da plantação de mandioca do ranchinho de seus pais no Barrerinho. Desde quando os dois se encontraram nunca mais deixaram de ser amigos. A dupla surgiu naturalmente. Sempre faziam sucesso quando cantarolavam em festas de amigos. Decidiram então mudar pra Goiânia para realizarem o sonho de gravar o seu primeiro disco. Junto com eles, levaram também seus amigos de infância: João Dinheiro, Barrabás, Míguell Navalha, Pito Bang-Bang, Tony Sedex, Jáqueson Daniel e Defunto Sáter
Eram dois meninos do "Ranchinho dos Ipês" Passava'tarde no mato onde a bala era a lei aprendêro a cantar junto duelando com as gaivota as moça é que gostava até rolava um bicota mas nem tudo são flores nessa "Estrada da Vida" Não creio em deus pai, nem na senhora aparecida agora até do Waldi o Redson duvida...
Perdi o sono e o rumo Perdi a rota e a hora Perdi o bonde e o assunto na escuridão eu vou-me embora Ao te perder eu me perdi Caí num tédio enfadonho Ao te perder eu me perdi Perdi o sono e o sonho Perdi!
Perdi tempo pensando no que Perdi tempo pensando no que Perdi Neurose! Neurose!
Eu dei a mão... levou o braço e ocupou o meu espaço Então fui feito de palhaço Hoje calculo outro passo Eu passo a bola e o microfone, mas não arranhe o meu cd Eles mentiram pra você Não sou o que cê pode ver Perdi!
Perdi tempo pensando no que Perdi tempo pensando no que Perdi Neurose! Neurose!
Invadiu o meu universo e depois calou o meu verso Reduziu tudo isso a nada Não te odeio, minha amada Eu quero sair dessa VIVO, que me viciou em café Mas não me queime nos arquivos que nem queimou o ti-Bené
Perdi tempo pensando no que Perdi tempo pensando no que Perdi Neurose! Neurose!
Vi que não fui nem escutado e fui bem mal interpretado e quando tive outra chance... gagagagagagaguejei gagaguejei, me embananei pra explicar tudo que sei só sei que sei que nada sei Cicuta eu não beberei!
Ontem ao vir à pé do apê do Adersêra, meu brother do coração, com passos apressados pra encontrar uma "artaudiana", que o Paulo Diniz achou um "brotinho"...rsrs encontro, em frente ao teatro Goiânia, o Carlos Brandão, que descia a Tocantins com uma camisa escrito: "CAIXAça" (com o logotipo da Caixa Econômica). conversamos rápido, entre outras coisitas, sobre o arre-Pio (Vargas), boicotado pela academia, mas um dos maiores poetas daqui (a ponto do Leminski vê-lo como seu sucessor). Brandson me conta que o Pio era um cara que gastava todo o seu salário com literatura e vivia a poesia no seu cotidiano. O filho dele, Rafael, jogou no youtube um vídeo em homenagem ao poeta:
Vale ressaltar que na "Biblioteca Pio Vargas" não tem nenhum livro do próprio Pio Vargas! Estou, há alguns meses, devorando os: “Anatomia do Gesto” e “Os Novelos do Acaso” (depois escrevo algo decente sobre, tá? por enquanto... vivo.) Segundo Edival Lourenço, Pio esteve à frente de uma efervescência cultural considerável em Goiânia no final dos anos 80, princípio dos 90, ao editar e divulgar novos autores por meio de suas irreverentes edições xérox, intituladas PN (de porra nenhuma). Se alguém souber onde encontro esse material em xerox: me avisa, por favor!
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Então. Agora, fico lisonjeado ao ler, aqui em uma lan house do Canedo, um post no blog do Brandson, da última Quinta-feira 30 de Abril, que fala de uma conversa zurêta nossa sobre a insanidade de alguns artistas. Copio aqui o texto do Brandson, que comenta a nossa "insistência"= "existência":
Tô aqui ouvindo Cat Stevens. Acho esse cara do caralho! Gosto desses artistas que, no auge do sucesso, largam tudo pra se aventurarem por caminhos outros, nada a ver. Stevens virou muçulmano e privou a gente da sua arte. Artista é assim mesmo.. vai lá a gente tentar entender a cabeça dos caras. Outro dia, no Martim Cererê, eu e Dom Diego de Moraes falamos sobre isso. Falamos que existem artistas que conseguem segurar a onda, segurar a cabeça e conviver com sua loucura e com a loucura do mundo externo. E falamos que existem também artistas que não conseguem administrar sequer a sua loucura. Esse são frágeis e merecem atenção, pois correm o risco de enlouquecer num vapt vupt. Eu e Dieguito conversando não pode haver coisa mais maluca. Não somos exemplos de sanidade. Sabemos disso. Mas insistimos. Tô aqui, ouvindo Cat Stevens e lembrando da sanidade do Dom Diego. Saúde, moleque! Postado por Tire o Dedo do Meu Blog às 12:09
Sessão Cineclube Cine Cascavel DIA DO TRABALHO com filme ABC DA GREVE, de Leon Hirszman Data: 01 de maio de 2009 Horário: 19h Local: CENTRO CULTURAL CARAVÍDEO - Rua 83, 361, Setor Sul - Goiânia-GO Site: http://circuitocentroeste.ning.com/ ENTRADA FRANCA CLASSIFICAÇÃO: LIVRE
Luiz Felipe Mundim Coordenador do Cine Mais Cultura da ABD-GO Contato/cel.: 62 84532568